segunda-feira, 22 de junho de 2009

Desculpas esfarrapadas...Em pleno sec. XXI, não obrigado!

(enviaram-me este texto vindo de um outro blog feminino. Colei-o aqui, na íntegra para algumas amigas que teimam em colocar as culpas nelas próprias, em vez de abrirem os olhos e aceitarem a realidade... e para alguns amigos que pensam que as mulheres acreditam em tudo o que lhes vendem...)

(...)"Ao passear pela blogosfera, leio um post do "inimigo" onde se justificava a procura dos homens por prostitutas, devido ao facto de as mulheres deixarem de "fazer pressão para o sexo" depois do casamento, uma vez que, segundo aquelas mentes brilhantes, já não precisavam de o fazer.

Como não sou dona da verdade e da razão, tento sempre informar-me junto de outras pessoas e saber se sou caso único ou não. Depois de lhes deixar lá um comentário em conformidade e após alguma reflexão e conversas com elementos do sexo feminino, confirmo o que já sabia. Como sempre, não vou falar de excepções, mas sim da maioria!
E a maioria das mulheres diz que não está satisfeita com a sua vida sexual com os maridos/viventes etc., por eles terem perdido o interesse.

Todas dizem que a frequência se vai espaçando cada vez mais e algumas até deixaram de tomar a pílula por acharem que não vale a pena, dada a raridade do evento. Que gostam muito deles, mas que se começam a interrogar se existe outra pessoa ou se, de repente, eles as deixaram de achar atraentes.

Quando o homem que nós gostamos se recusa a fazer sexo, amor, connosco ou foge a sete pés da coisa, a mulher acha sempre que a culpa é dela própria!

Quando o inverso se verifica, o resultado é o mesmo. O homem também acha que a culpa é dela! Parece que estamos de acordo numa coisa: a culpa de não haver sexo em casa é da mulher...

Ironias à parte, creio que os homens andam perdidos com o seu novo papel na vida. Se dantes, eram o principal sustento da casa, há muito que esse domínio se foi atenuando. Se dantes, só as mulheres se embonecavam, hoje em dia, basta ir jantar fora para se perceber que os papéis quase se inverteram.

Na semana passada, numa revista de actualidade, o tema de capa era sobre as infidelidades femininas, como se processam e por que acontecem. Aconselho vivamente a leitura do artigo. Quanto mais não seja para reflectir. Porque justificar a busca de prostitutas com a ausência de interesse por parte da mulher, cheira-me a cobardia e de que maneira!

Não será, antes, por as prostitutas fingirem que estão a gostar – por serem pagas para isso – e as mulheres com quem eles vivem já não precisarem de o fazer?

Na maioria das vezes, são as mulheres que se lembram de ir para o motel "x", são elas que compram a lingerie sexy, são elas que procuram nas sex-shops algo que apimente a relação.

Os homens vão às sex-shops para mais uma "sarapitola" com as revistas e filmes que compraram.

Nós vamos à sex-shop para comprar afrodisíacos, óleos e objectos de prazer. (Isto são factos estatísticos dos proprietários das ditas lojas).

Por isso, meus caros, pensem bem no que andam a fazer. E, principalmente, pensem no que não andam a fazer. Porque há sempre, mais tarde ou mais cedo, quem o faça por vocês...

Numa outra revista de informação vejo um artigo acerca das "desculpas" usadas por homens e mulheres para não terem sexo.

Começo por dizer que não percebo esta conversa das desculpas. Se querem, querem, se não querem, digam, que com certeza, há mais quem queira! Mas adiante...

Uma das "desculpas" usadas pelos homens era algo como: "tás a precisar de perder uns quilinhos...". Ora se um homem me dissesse uma destas, é certo que não teria sexo nessa noite. Nem na noite a seguir. Nem na semana seguinte. E nem no milénio seguinte!

Será possível que há quem diga isto a uma mulher?? Prefiro acreditar que esta referência não passou de liberdade criativa do autor e que, na verdade, estas coisas não acontecem. Nenhum homem no seu juízo perfeito se saíria com uma destas, sob o elevado risco de acordar à laia de Bobbit. E isso, já são coisas que acontecem!

De dores de cabeça ao cansaço, do stress aos problemas no trabalho (esta última apresentada como a mais eficaz para ambos os sexos), tudo é válido para quem não está com apetites.

Sei que não sou sexóloga, mas parece-me que quando se perde o interesse sexual é porque se perderam outros interesses. Ponto! Claro que há fases complicadas na vida, mas essas são notórias e as pessoas apercebem-se delas. E quem tem bom-senso, respeita.

dores de cabeça sucessivas, parece-me até insultuoso! Embora, por vezes, achemos que somos os mais espertos da freguesia e que os outros são todos uns idiotas chapados, nem sempre isso é verdade. A verdade é que nos podemos andar a enganar a nós próprios. E as desculpas podem não ser mais do que o camuflar de algo mais que precisamos fazer e não temos coragem.(...)"

(E está aberto o debate...)

4 comentários:

Aninhas disse...

Ui.....pois pano para mangas teria este assunto.
Eu não sou boa pessoa para o debater.
De facto, e sendo um assunto tão intimo, acho que eu e o meu parceiro,somos a coisa mais transparente possivel.Felizmente o desejo mantém-se, o prazer idem aspas, e nunca precisámos de "desculpas". E porque os maus dias tb existem o melhor mesmo é aceitá-los com isso mesmo,maus dias.
Mas sei que existe, de ambas as partes.Desculpas..e mais deculpas...Justifico-as com a falat de interesse que vai desaparecendo com o tempo.
Quanto a mim, para estarmos de bem com a vida, o melhor será manter esse interesse sempre vivo.Como?
Acho que cada umde nós o sabe.Há é quem seja preguiçoso...e depois queixam-se.
Isto sou eu a falar.

Daniel Correia disse...

Cara Ana, este artigo de facto merece um comentário, Masculino!!!. Começo por dizer que não vejo as mulheres como “inimigo” e nem compreendo como, aparentemente, Vocês vem os Homens como tal. Dormir com o inimigo? Não me parece bem.
Tenho consciência que a dificuldade no casamento não é o acto em si ou os primeiros momentos, manter a relação é que é difícil. É necessário compreender como anular a eterna insatisfação (valida para os dois lados) e focar no que é primordial para manter a relação tal como a imaginamos no inicio (se porventura não a imaginamos, então não podemos exigir nada).
Mas a chave do sucesso para mim é simples: Nunca, mas mesmo nunca, ponham a culpa nos outros ou em acontecimentos exteriores, todos os traços negativos que identificamos nos outros são meros reflexos dos nossos próprios traços negativos. Só se nos corrigirmos a nós mesmos é que conseguimos mudar os outros. Por isso e em relação ao casamento, olhar para o espelho, aceitar que o inimigo é quem está á nossa frente deve ser o primeiro passo e não o de questionar as razoes porque os homens procuram prostitutas ou que a culpa da falta de sexo ou desinteresse em casa é das mulheres, etc.
Já fizeram esse exercício? já pensaram que o ser humano é insatisfeito por natureza e que tem que se reinventar diariamente para que viva em felicidade? Têm-se reinventado ultimamente? ou tem sido mais do mesmo? Já sei o que estão a pensar, “eu tenho, mas ele/ela não”. Treta!! Se não estão bem é porque não se tem esforçado o suficiente. Apontar o dedo para a frente é sempre a forma mais fácil de justificar o que seja. Desta vez apontem o dedo para o peito e tentem mudar alguma coisa….Reinventem-se

Unknown disse...

não vou comentar o texto mas gostaria de dizer o seguinte sobre a temática "sexo em casa e fora de casa" porque no fundo é disso que se trata:

Não há verdades absolutas porque cada pessoa é como cada qual e cada casal, em si mesmo, vive momentos bons e maus.

É impossivel manter durante longos meses e anos uma relação que seja satisfatória para ambos os elementos porque nem sempre os elementos do casal estão na mesma onda.

Parece-me que será importante o casal saber falar a linguagem do amor do outro.

A minha linguagem do amor é ter alguém que fale comigo, que me oiça, que me dê miminhos, que goste de mim como eu sou, que me faça rir, que me surpreenda, que perceba e aprecie a minha (dificil) maneira de ser, que me procure na intimidade.

A linguagem do amor dela, penso eu, é a de ter a minha ajuda nas lides da casa tais como ajudar no jantar, dar banho ao puto, ir pôr o lixo á rua, ouvir atentamente as cosquices dos colegas que trabalham com ela, elogiar o o seu trabalho em casa e fora dela, receber miminhos, etc.

Mesmo falando a linguagem do amor um do outro não quer dizer que ambos estejam motivados. É a tal preguiça...


Cá por mim vou aceitando o facto de que nunca estarei satisfeito e limitar-me a colher os momentos felizes.

Os ingleses têm uma expressão " damage control " (limitação de avarias)...

Pedro Martins

Unknown disse...

...ah e sobre o facto de se procurar na rua o sexo que não se tem em casa?

No caso dos homens há muitos que o fazem apenas porque podem.

Não há explicação e não quer dizer que não estejam felizes e contentes em casa.

Quanto ás mulheres normalmente, na sua maioria, procuram fora porque em casa não têm alguém que fale a sua linguagem do amor. (ver o meu post anterior)

Pedro Martins