Segunda-feira, 8 de Março de 2010

Dia da Mulher

Hoje comemora-se o dia internacional da mulher. Porquê a comemoração de um dia da "Gaja"? Por acaso comemora-se o dia do homem?

Mulheres há muitas. Homens também. Infelizmente, não o suficiente para que todas as que querem ter parceiro, o tenham. Não sei se será problema deles, ou delas. Ou dos dois. Ou de nenhum.

Fica difícil falar das mulheres. Posso começar por Eva e dizer que ela, nas suas artimanhas fez com que Adão comesse a maçã antes dela. E vê-se logo que as gajas, quando querem conseguem.

Passamos horas no cabeleireiro. Chegamos a casa e ficamos frustradas porque o esposo nem sequer reparou, mas acaba por comentar que a colega de trabalho mudou a cor do verniz e que lhe fica muito bem (Ah, não é sobre eles que quero falar, é sobre elas).

Somos implicativas. Sempre de comentário na ponta da língua. Não fazemos por mal, mas como somos boas observadoras, nada nos escapa. Desde chegar a casa e reclamar porque a cama ainda está por fazer, como reclamamos quando o gajo não faz pisca para ultrapassar um carro. Reclamamos porque queremos parar e perguntar o caminho enquanto eles sabem sempre a direcção. E quando são eles a conduzir, perdemo-nos.

Vivemos da moda, da aparência. Perdemos tanto tempo em frente aos espelhos e nos provadores das lojas que esquecemos tudo o resto. Compramos peças nos saldos ao desbarato e que nunca vamos sequer usar. Não nos vêm duas vezes com a mesma roupa o que leva a crer que a alugamos. Combinamos cores e todos os pormenores. Dificilmente olhamos para um homem que não vista bem e que tenha uma boa carreira profissional. Aliás, sempre que conhecemos algum, é a primeira coisa que perguntamos: o que fazes?

Somos sonsas. Parece que não partimos um prato e depois, vai-se a ver e partimos a loiça toda. Fazemos tudo pela calada, raramente dizemos à frente de alguém o que pensamos dessa pessoa. Falamos mal das outras e costumamos cobiçar o que não é nosso. Temos a manha de sete raposas e a falsidade é a nossa maior característica.

Somos mulher furacão. Por onde passamos, dificilmente não notam a nossa presença. Os homens desejam e as mulheres invejam. Quase sempre estamos sozinhas na vida pessoal. Este tipo de mulher, tem muitas amigas e amigos mas no amor, são difíceis de encher as medidas. Divertidas e faladoras. Inteligentes. O maior defeito é serem perfeccionistas.

Temos as fases da loucura e quando escolhemos uma presa, dificilmente ao longo da vida se esquecerão dessa aventura que viveram connosco.
E temos um amor incondicional. Agimos por intuição porque os homens nunca nos dão as respostas a nada, daí, supomos.

Quando amamos, somos verdadeiras fadas do lar. Cozinhamos, bordamos e tudo mais. Deixamos de sair com as amigas para nos dedicarmos a preparar uma refeição.

E quando somos Mães, aí pára tudo! Sim, pelos filhos, abdicamos de tudo ou quase tudo o resto!

Não compreendemos porque é que o nosso suposto homem/marido deixou de ser companheiro e com o tempo, dedicamos mais atenção aos filhos que a ele. Não admira…

Somos distraídas. E gostamos.

Gostamos de seduzir e de ser seduzidas. Que nos surpreendam. De sermos donas do nosso nariz e nem sequer pedir dinheiro ao marido. Namoramos as montras ao pé dele para ver se ele percebe que nos babamos por esta ou por aquela peça.

Podemos ser românticas, sentimentalistas. Choramos a ver um filme porque temos essa capacidade de nos infiltrar no lugar de outra pessoa e compreendemos a sua dor.

Não podemos viver sem as amigas. Dentro de cada uma existe um universo que muitas vezes, nem a melhor amiga é capaz de nos perceber. Mas não importa. Ela não reclama e aceita-nos assim mesmo.
Não nos chateiam porque demorámos mais dez minutos, não querem saber da nossa celulite, das rugas, acham-nos sempre bonitas, dão-nos um ombro, procuram-nos e mimam-nos.
Não trocam uma saída connosco por causa de um jogo de futebol e juntas conseguimos falar sobre muitíssimos temas.
Os homens, os nossos homens e os homens das outras.
Rimo-nos sem motivo e de vez em quando choramos. Dividimos lágrimas e o fardo fica mais leve.
Temos o mundo aos nossos pés, impulsionamos nos homens aquilo que queremos sem eles se darem conta.

Não somos fiéis. SÓ QUANDO AMAMOS. Dormimos com um e até podemos pensar noutro. Sonhamos acordadas e a dormir. Desejamos e odiamos.

Não perdoamos, nem esquecemos quando nos magoam. Nunca damos a outra face

Vamos a qualquer lugar e nem precisamos que nos acompanhem que nós não somos procissão.
Gaja que é gaja, cai e levanta-se. Raramente chora em publico e dificilmente desiste das lutas em que entra.

Somos felizes, mas reclamamos sempre da vida que temos.

E os homens… falamos mal deles. Rimo-nos deles. E choramos por eles.

Já chega…. Há tantos tipos de mulheres... Haverá uma ou outra característica que pode fazer parte de uma ou de outra! O resto… bom, quem quiser que descubra porque se for a falar sobre todas, tudo perde o encanto, certo?

0 comentários: