sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Ano Novo, Década Nova

Estamos no primeiro dia do ano, no primeiro dia de uma nova década.

Esta década trouxe-me muitas coisas. Trouxe-me 1 filha linda. Teimosa, com momentos difíceis, mas linda e única!

Durante esta década vivi momentos únicos, inúmeras experiências pessoais e profissionais. Tive óptimos empregos, mantive e fortaleci as minhas amizades, conheci novas pessoas, fiz novas amizades e conhecimentos, passei por locais e países diferentes que me tornaram uma pessoa mais rica, mais flexível, mais conhecedora do mundo e dos outros

Foi nesta década que troquei o automóvel desportivo por uma carrinha familiar. Foi nesta década que comprei casa, e que fiz investimentos a médio e longo prazo

Foi nesta década que a descontracção, loucura e despreocupação, aos poucos foram dando lugar, ao compromisso, responsabilização e estabilidade

Foi nesta década que me casei. Que me divorciei. Que me apaixonei. E que me juntei

Foi nesta década que (finalmente) deixei de acreditar na bondade, e que me consciencializei que a maioria das pessoas são e estão providas de segundas intenções.

Entrei no ano 2000 com 27 anos, entro em 2010 com 37.

Entrei em 2000 a acreditar que tinha toda a vida à minha frente, e que bastava continuar a lutar pelos meus sonhos e objectivos para os conseguir.

Saio desta década a saber que afinal, não é bem assim. Não desisti de nenhum sonho e/ou objectivo (alguns já concretizados). Mas tenho a noção que existem adversários e obstáculos a contornar

Este último ano foi difícil, teve alguns reveses pessoais e profissionais. Aprendi com alguns. Sofri com outros. Espero que ao longo deste ano, consiga edificar e cimentar os alicerces para uma década que, espero excelente

Estou longe de ser quem gostaria, em todos os aspectos e a todos os níveis. Gostava muito de ser uma pessoa melhor. Espero consegui-lo ao longo da década que hoje começa.

Uma década em que independentemente das estradas e caminhos que atravesse, atinja o verdadeiro equilíbrio entre o meu ser e o meu querer

Uma década em que espero ser, dia após dia, ano após ano, melhor Mãe, melhor Mulher, melhor Amiga e melhor profissional.

Uma década que infalivelmente irá ter perdas, mas que espero repleta de conquistas e certezas

Desejo a todos os que cá passam (e aos que não passam também!)

Um EXCELENTE 2010!

com muita saúde, amor, paz, alegria, e claro, dinheiro q.b. e sexo escaldante!!

segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

"Não sei por onde vou, sei que não vou por aí..."

"vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se os ouvisse
Quando me dizem:"vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
-Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que repetis:"vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados,ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre,nas vossas veias, sangue velho de avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide!tendes estradas,
Tendes jardins,tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras,e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!

Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca princípio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei onde vou,
Não sei para onde vou,
-Sei que não vou por aí.

José Régio in "Cântico Negro"

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

sábado, 12 de Dezembro de 2009

Mato-me

Tenho defeitos - muitos.

Sou colérica, por exemplo: não gosto que mexam nas minhas coisas e na minha vida.

Tenho, aliás, mil faces.

Sou bonita ou geba.

Exuberante ou sombria.

Cobarde, atrevida.

Forte e insegura.

Cruel e sensível.

Trocista e sensível.

Altiva e sensível?

É difícil para os outros, sei.

Ninguém me suporta mais do que eu.

Quando me magoam faço pontaria, acerto entre os olhos.

Mato.

Mato-te.

Mas também me mato.

in A menina dança?
Rita Ferro

You can't always get what you want

You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes you just might find
You just might find
You get what you need (...)

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

O teu sorriso

Hoje é um dia lindo
Hoje estou tão feliz!
Basta olhar para esse teu sorriso luminoso,
ouvir o teu riso expontâneo, directo, e sincero

Não há nada melhor no mundo!
Tudo o resto fica tão pequeno, tão insignificante

Só o teu riso solto tem esse poder
essa magia, essa certeza
Ao vê-lo e ouvi-lo, e a olhar para ti
Sei que tudo está bem

Nada como o teu sorriso,
Nada como o teu beijo,
Para tudo o resto ser paisagem
Com ele, é fácil estar em Paz
Com ele, é tudo tão simples!

Não deixes nunca de sorrir, minha princesa!
Muitos Parabéns, minha pérola preciosa!
Amo-te mais do que tudo, nesta vida!
e Adoro-te incondicionalmente

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Elogio ao Amor (MEC)

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona
de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar
sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor
passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser
desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam
"praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi
namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já
ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e
descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a
loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor.
É
essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um
fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária.

A ilusão é bonita, não faz mal. Que se
invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.

Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos.
E durante o dia e durante a vida,
quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

...E foi contigo, meu amor, naquele momento...que o teu olhar me apanhou ...foi contigo que passei da pantufa e serenidade para o amor e paixão desmedida...
Obrigado por tudo o que me tens feito sentir! Por todo o teu amor e paixão! Por me fazeres acreditar dia após dia, que vale a pena! Parabéns!
Amo-te!