Por mais que nos custe, sabemos que um dia, aqueles que mais amamos, nos deixarão, por um motivo ou por outro, e que por eles faremos o respectivo luto!
Fazemos o luto, mas nunca os esquecemos, porque dentro de nós, vão continuar bem vivos! Fizeram e vão continuar a fazer, parte da nossa vida! Para todo o sempre! Porque são nossos, porque os amamos!
Mas há lutos que temos de fazer antes! São os lutos pelas pessoas que não obstante, estarem vivas, morreram para nós! E essas mortes doem, porque para alguém morrer para nós, seguramente, nos magoou, muito!
E é um erro, como tantos outros erros humanos, continuar a pensar nessas pessoas, como se elas estivessem vivas! É um erro tentar perceber o porquê.
É um desgaste para nós, que nunca chegamos a qualquer conclusão, e para os que nos rodeiam, porque convivem com os nossos sentimentos e pensamentos
Por isso, o melhor, nestas situações, é fazer o luto, o funeral! Se necessário for, com cerimónia fúnebre! Agora, que a morte está a ficar tão comercial, como qualquer outro acontecimento!
Porque não, comunicar o falecimento aos familiares e amigos próximos, contratar uma agência funerária, fazer a devida publicidade num jornal diário, e juntos dizerem o último "adeus"!
Foi o que fiz, após um longo período de doença terminal, em que teimei em manter o estado clínico de coma! Esse estado em que não era morte, nem vida! Qual fantasma a pairar sobre mim, sobre as inúmeras recordações que teimavam em ficar!
Finalmente, morreu! Paz à sua alma...
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4 comentários:
por vezes aqueles que interiormente morrem para nós provocam um terramoto de proporções dantescas, seguido de assustadoras réplicas que nos submetem a um sobressalto permanente e a um desconsolo passageiro com as injustiças da vida.
Até que as réplicas vão amaciando a sua força e a nossa memória dos escombros e dos feridos e mortos colaterais provocados, começa a dar, paulatinamente, lugar à necessidade de reconstruir o nosso edíficio mental.
A "catástrofe" que tanto nos agitou passa a ser relembrada, espaçadamente, como uma efeméride que apenas representa na nossa memória uma leve marca no calendário inconsciente, para, com o discorrer do tempo, se estruturar numa névoa que não nos afecta e à qual não reagimos por não nos tocar minimamente.
Tu és forte e sei que és tão superior a quem "morreu" que te convido para dançarmos animadamente em cima do seu "caixão".
beijos grandes de quem muito te ama!!
Por vezes, esse alguém que para nós morre, continua lembrando-nos da sua existência. Continua tendo um impacto em nós que só os vivos têm, deixando-nos a pensar “porquê?”. Por vezes, ao esquecermo-nos e ao tentar falar com ele, lembramo-nos que está morto. Por vezes, ao deitar uma rosa no seu caixão, esquecemo-nos que está vivo. Não sabemos o que fazer, o que pensar, apenas sabemos que essa pessoa nos magoou. Ao saber que para nós está morto, só queremos que esteja vivo, e ao saber que está vivo, só queremos que esteja morto. Deixa-nos confusos, baralhados, mas ao mesmo tempo, faz-nos saber que temos que aproveitar a vida ao máximo, porque esta pode mudar num instante.
Beijinhos da tua sobrinha/ afilhada/ amiga ( whatever) Maria.
Meu amor! Obrigado por toda a força que me tens dado neste meu luto! por me teres ajudado, nas palavras e principalmente, nos silêncios!
Pipoquinha, minha querida sobrinha, afilhada, Amiga, que também muito amo! Obrigado também pela tua compreensão em alguns momentos...
E é sem dúvida o que dizes! temos de aproveitar a vida ao máximo!! É isso que vamos continuar a fazer, os 4!!!
AMO-VOS!!!! MMMMUUUIIIITTTTOOOO!!!!!
Seja o que for,quem for,qual a situação por que tenhas passado,só posso ter a certeza que a tua gestão não poderia ter sido melhor...
Os lutos são necessários SIM,caso contrário,não conseguimos que tudo fique bem arquivado na nossa cabeça,na nossa vida.
Um beijo enorme é o que te deixo aqui.
Ana..a noiva!
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