quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Paz à sua alma...

Por mais que nos custe, sabemos que um dia, aqueles que mais amamos, nos deixarão, por um motivo ou por outro, e que por eles faremos o respectivo luto!
Fazemos o luto, mas nunca os esquecemos, porque dentro de nós, vão continuar bem vivos! Fizeram e vão continuar a fazer, parte da nossa vida! Para todo o sempre! Porque são nossos, porque os amamos!
Mas há lutos que temos de fazer antes! São os lutos pelas pessoas que não obstante, estarem vivas, morreram para nós! E essas mortes doem, porque para alguém morrer para nós, seguramente, nos magoou, muito!
E é um erro, como tantos outros erros humanos, continuar a pensar nessas pessoas, como se elas estivessem vivas! É um erro tentar perceber o porquê.
É um desgaste para nós, que nunca chegamos a qualquer conclusão, e para os que nos rodeiam, porque convivem com os nossos sentimentos e pensamentos
Por isso, o melhor, nestas situações, é fazer o luto, o funeral! Se necessário for, com cerimónia fúnebre! Agora, que a morte está a ficar tão comercial, como qualquer outro acontecimento!
Porque não, comunicar o falecimento aos familiares e amigos próximos, contratar uma agência funerária, fazer a devida publicidade num jornal diário, e juntos dizerem o último "adeus"!
Foi o que fiz, após um longo período de doença terminal, em que teimei em manter o estado clínico de coma! Esse estado em que não era morte, nem vida! Qual fantasma a pairar sobre mim, sobre as inúmeras recordações que teimavam em ficar!
Finalmente, morreu! Paz à sua alma...

4 comentários:

João Pinto disse...

por vezes aqueles que interiormente morrem para nós provocam um terramoto de proporções dantescas, seguido de assustadoras réplicas que nos submetem a um sobressalto permanente e a um desconsolo passageiro com as injustiças da vida.
Até que as réplicas vão amaciando a sua força e a nossa memória dos escombros e dos feridos e mortos colaterais provocados, começa a dar, paulatinamente, lugar à necessidade de reconstruir o nosso edíficio mental.
A "catástrofe" que tanto nos agitou passa a ser relembrada, espaçadamente, como uma efeméride que apenas representa na nossa memória uma leve marca no calendário inconsciente, para, com o discorrer do tempo, se estruturar numa névoa que não nos afecta e à qual não reagimos por não nos tocar minimamente.

Tu és forte e sei que és tão superior a quem "morreu" que te convido para dançarmos animadamente em cima do seu "caixão".

beijos grandes de quem muito te ama!!

Pipoquinha disse...

Por vezes, esse alguém que para nós morre, continua lembrando-nos da sua existência. Continua tendo um impacto em nós que só os vivos têm, deixando-nos a pensar “porquê?”. Por vezes, ao esquecermo-nos e ao tentar falar com ele, lembramo-nos que está morto. Por vezes, ao deitar uma rosa no seu caixão, esquecemo-nos que está vivo. Não sabemos o que fazer, o que pensar, apenas sabemos que essa pessoa nos magoou. Ao saber que para nós está morto, só queremos que esteja vivo, e ao saber que está vivo, só queremos que esteja morto. Deixa-nos confusos, baralhados, mas ao mesmo tempo, faz-nos saber que temos que aproveitar a vida ao máximo, porque esta pode mudar num instante.
Beijinhos da tua sobrinha/ afilhada/ amiga ( whatever) Maria.

Ana disse...

Meu amor! Obrigado por toda a força que me tens dado neste meu luto! por me teres ajudado, nas palavras e principalmente, nos silêncios!
Pipoquinha, minha querida sobrinha, afilhada, Amiga, que também muito amo! Obrigado também pela tua compreensão em alguns momentos...
E é sem dúvida o que dizes! temos de aproveitar a vida ao máximo!! É isso que vamos continuar a fazer, os 4!!!
AMO-VOS!!!! MMMMUUUIIIITTTTOOOO!!!!!

Aninhas disse...

Seja o que for,quem for,qual a situação por que tenhas passado,só posso ter a certeza que a tua gestão não poderia ter sido melhor...
Os lutos são necessários SIM,caso contrário,não conseguimos que tudo fique bem arquivado na nossa cabeça,na nossa vida.
Um beijo enorme é o que te deixo aqui.
Ana..a noiva!